A difícil arte de dizer o óbvio

Hoje remexendo em guardados encontrei uma folha com o texto abaixo, sem menção ao autor. Sempre dou o devido crédito quando compartilho algo mas desta vez fico devendo. Se alguém conhecer e souber o autor me informe.

Entre milhões, o espermatozóide que fecundou o óvulo de nossa mãe e que deu origem ao nosso corpo já nos traz o signo da vitória, do ser único, do indivíduo.

Ai que clichê, você me dirá. Pois é… Você não consegue acreditar que é isso tudo, não é mesmo? Também, vai que você acredita e aí tem que fazer algo diferente, tem que mudar, sair da “vidinha”… Que medo!

O medo é útil para sobreviver em situação de perigo imediato, qualquer outra coisa além disso é paralisante. Quimicamente o medo faz jorrar adrenalina que nos impulsiona à ação (fugir do perigo – stress positivo) mas em excesso produz um estado de tensão permanente (stress negativo).

Desde a barriga de nossas mães (há estudos médicos que apontam que o bebê já sofre a influência do meio, em especial da mãe) e pela “vidinha” afora recebemos “goela” abaixo um “pacotão sócio-cultural-religioso-racial-preconceituoso” que nos convence de uma série de inverdades.

Assim desenvolvemos hábitos (palavra que significa costume, modo de vida sempre igual mas também dá nome à conservadora roupa das ordens religiosas, que “seguram” e “prendem” quem as usa). Pode ser que venha daí a expressão “libertar-se dos hábitos”.

De novo a química mostra os antídotos: comer chocolate gera endorfinas, que trazem um estado de relaxamento e prazer, bem como fazer exercícios físicos. Mas o melhor é que SORRIR também produz endorfinas, com a vantagem de não engordar e ser de graça!

Outro “pacote” engolida pela maioria é que o Trabalho é algo a se evitar, sofrido, uma tortura até. A palavra trabalho tem origem no latim medieval e vem de “tripallium”, espécie de cavalete feito de três paus onde pessoas eram torturadas. Alguma semelhança com o dia a dia de algumas empresas por aí?

Aqui quero propor um contraponto, quem sabe também inspirado em Raul Seixas e seu genial “O dia em que a Terra parou”: digamos que ninguém mais trabalhasse, que cada um fizesse seus próprios instrumentos, roupas, plantasse sua comida, etc. Visualizou? Você sabe costurar um terno, fabricar queijo parmesão, formular uma vacina? Quem sabe construir uma casa, fazer uma cirurgia ou tocar piano? O trabalho não só é necessário como é o motor da vida, é movimento. Sem movimento não há vida, só estagnação. Quando nosso corpo morre o movimento (trabalho) do coração pára, o movimento (trabalho) da circulação sanguínea pára, a respiração pára, as células se decompõem e o corpo se vai…

Yes, nós queremos Viver, nós queremos Trabalho!

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